Escolher a bomba de calor adequada para a sua piscina é a forma mais rápida de prolongar a época balnear e manter a água a uma temperatura confortável sem disparar o consumo. O problema é que nem todas as bombas de calor têm o mesmo desempenho: a potência (kW), o tipo de tecnologia (Inverter ou On/Off), o volume real da piscina e o clima da sua zona fazem a diferença entre aquecer bem e ficar aquém. Neste guia explicamos que bomba de calor escolher conforme o seu caso, que dados precisa de calcular antes de comprar e em que deve reparar para acertar à primeira e aproveitar ao máximo a sua instalação.
1) Calcule o volume real (m³)
Volume (m³) = comprimento (m) × largura (m) × profundidade média (m)
Exemplo: 8 × 4 × 1,5 = 48 m³
2) Escolha o objetivo de uso (isto altera a potência)
- Uso “padrão” (primavera–verão, manter 26–28 °C): potência normal
- Uso prolongado (março–novembro ou noites frescas): convém sobredimensionar
- Uso em zonas frias/ventosas: sobredimensionar ainda mais e dar prioridade a Inverter + cobertura
3) Regra rápida de potência (kW) por volume
Em clima padrão, para manter a temperatura com uma cobertura térmica:
- 15–25 m³ → 5–7 kW
- 25–35 m³ → 7–9 kW
- 35–50 m³ → 9–12 kW
- 50–65 m³ → 12–15 kW
- 65–80 m³ → 15–18 kW
- 80–100 m³ → 18–24 kW
Se quiser prolongar a época ou se a sua zona for mais fria, aplique isto:
- Suba 1 nível (aprox. +20–30% de potência)
- E se houver vento forte ou noites frias frequentes, melhor 2 níveis
Ponto-chave: é preferível uma bomba “um pouco sobredimensionada” a uma justa. Uma bomba subdimensionada funcionará muitas horas a 100%, consumirá mais e terá dificuldade em chegar à temperatura.
4) Full Inverter vs On/Off
- Full Inverter: melhor eficiência real, menor consumo uma vez mantida a temperatura, menos ruído, mais estável. Recomendável se a vai usar com frequência ou se quer prolongar a época.
- On/Off: costuma ser mais económica na compra, mas normalmente é mais ruidosa e menos eficiente a manter a temperatura (liga e desliga).
Se a sua prioridade é poupança e silêncio, opte por Full Inverter.
5) Se tem cloração salina, tenha isto em conta sem falta
Procure um permutador de titânio (o habitual nas gamas para piscina). É o que melhor resiste à água salgada e prolonga a vida do equipamento.
6) Repare na gama de funcionamento
Importa muito se a quer usar nos meses frios: algumas funcionam bem com ar mais frio, outras têm pior desempenho. Para “prolongar a época”, dê prioridade a um modelo que funcione com temperaturas exteriores baixas.
7) Ruído e localização (muito importante em terraço)
- O ventilador e o compressor fazem ruído: a Inverter costuma reduzi-lo bastante.
- Deixe espaço para respirar (entrada/saída de ar sem obstáculos).
- Evite cantos fechados: perde desempenho e aumenta o ruído.
8) Compatibilidade com a sua instalação
- Alimentação: verifique se a sua instalação é 230 V monofásica ou 400 V trifásica (em piscinas domésticas costuma ser monofásica).
- Caudal: o seu sistema de filtração deve fornecer o caudal mínimo recomendado pela bomba de calor (se o caudal for baixo, ela para ou rende mal).
- By-pass: recomendável para ajustar o caudal e facilitar a manutenção.
Recomendação rápida por casos
- Piscina pequena (até 30 m³), uso no verão: 7–9 kW (melhor Inverter se quiser silêncio)
- Piscina média (30–50 m³), uso frequente: 9–12 kW (Inverter muito recomendável)
- Piscina de 50–70 m³, para prolongar a época: cerca de 15 kW ou nível superior conforme a zona
- Zona fria/ventosa ou uso de março a novembro: sobredimensione 20–40% e use sempre cobertura térmica
Marcas que costumam encaixar conforme o enfoque
- Enfoque premium/tecnologia e controlo: Zodiac
- Qualidade robusta e gama ampla: Hayward, Astralpool
- Muito boa relação qualidade-preço em Inverter: Poolex
- Opções para orçamentos apertados ou necessidades específicas: Gre


